O tempo apaga muitas memórias...





A theory of many things





Aproveita o poder e a beleza da tua juventude. Melhor, esquece! Só compreenderás o poder da tua juventude quando ela desvanecer. Mas acredita que daqui a 20 anos olharás para as tuas fotos e pensarás, de uma forma que agora não consegues antever, quantas possibilidades estavam mesmo à tua frente e quão bonita tu eras...


NÃO ÉS TÃO GORDA QUANTO POSSAS PENSAR!


Não caias no mesmo erro que eu caí. Tenta não te preocupar com o futuro, a não ser que tenhas em mente que isso será tão eficaz como tentar resolver uma equação através da degustação de um cigarro, isto seguindo as técnicas do Sayongo para estudar Estatística!


Os verdadeiros problemas na tua vida serão coisas que nunca passaram pela tua atormentada cabeça, daquele tipo que te deixará sem reacção às 16h de uma qualquer Quarta feira (e não é à hora Coca Cola Light a que me estou a referir)!


Não quebres os corações de outras pessoas. Não permitas nem atures pessoas que tentam partir o teu. Não percas o teu tempo com ciúmes. Algumas vezes estás adiante outras atrasada. A corrida é longa e no fim estarás sozinha. Serás tu e só tu. Lembra-te dos elogios que te dão. Esquece os insultos. Se conseguires fazer isso diz-me como. Guarda as tuas cartas de amor. . É sempre bom recordar.


Não te sintas culpada se não souberes o que fazer com a tua vida. Talvez te cases, talvez não. Talvez venhas a ter filhos, talvez não. Talvez te divorcies aos 40, talvez dances com o teu marido no vosso 75º aniversário de casados. O que quer que faças não te congratules nem te critiques demasiado. As tuas escolhas têm 50% de hipóteses de serem boas ou más, tal como as de todas as outras pessoas. Não leias revistas de moda: elas só te farão sentir pior.


Tenta conhecer bem os teus pais: não sabes quando é que eles desaparecerão para sempre. Compreende que os amigos aparecem e desaparecem. Poucos ficam ao teu lado. Dá-lhes o valor que merecem. Quanto mais velhos ficamos mais precisamos das pessoas que conhecemos quando éramos crianças.


Não esperes que alguém te suporte. Talvez venhas a ter uma conta bancária bem recheada, talvez venhas a ter um marido rico mas nunca saberás quando qualquer um deles poderá desaparecer.


Não mechas muito no teu cabelo, caso contrário quando tiveres 40 anos ele parecerá ter 85.


Tem cuidado com os concelhos que aceitas mas sê paciente com aqueles que tos fornecem. Os conselhos são uma forma de nostalgia. Fornecê-los é uma forma de pescar o passado do lixo, limpá-lo, pintar as más partes e reciclá-lo para parecer valer mais do que realmente vale.


Por muitas razões, nunca esquecerei os bons momentos que passamos (ex.: nas termas de São Lourenço a passear pela linha de comboio, a viagem até Miranda do Douro, e tantos outros que são impossíveis de enumerar aqui e agora).


Não olvidarei também os maus episódios. A chave para um futuro melhor está nos ensinamentos que as experiências, pelas quais passamos, nos fornecem.


Agradeço-te por me teres mostrado que a Psoríase não precisa de condicionar toda a minha vida. Afinal, devemos todos ter uma queda para o Masoquismo. Se pensássemos que existem pessoas que estão a sofrer muito mais do que nós, acredito que seria uma questão de sensatez não procurar obter atenção dos que nos rodeiam através de comentários sobre o quanto sofremos disto ou daquilo.


Quando alguém nos mostra como temos sido inocentes, despoleta todo um conjunto de reacções de combate e, como consequência, declinamos consciente ou inconscientemente, para o lado oposto. Começamos a desconfiar de tudo e de todos para nos tentarmos precaver e, ironia das ironias, só acabamos por arruinar aquilo que ainda existia de bom. Quem me dera poder ser sempre criança... inocente mas feliz.


Mais vale ser inocente e ignorante de alguns factos mas feliz, ou “realista” e sofrer toda a vida sem tentar compreender que as coisas acontecem devido a muitas circunstâncias?


Quem sou eu para julgar alguém pelo seu passado, presente e... futuro? Se nem eu mesmo sei de onde venho, onde estou, nem para onde vou! Tal como faz o Sayongo, penso que é preferível fumar um cigarro a pensar demasiado no futuro. Só pensamos no futuro porque a sociedade tenta excluir (bem ou mal) aqueles que não o fazem.


Assim, fico à espera do que estará para acontecer hoje à noite sabendo, à partida, que muitas das responsabilidades pelo que se vier a passar estão do meu lado. Não sei explicar muitas das minhas atitudes. Compreendo que tanto o teu como o meu perdoar não equivale a esquecer. Os fantasmas acumulam-se e pouco se pode fazer para evitar que eles nos atormentem...


"No I don’t wanna be alone no more. Do you believe in love like I do?"

"Cuidado minha gente, o barco anda à deriva na costa. Cada vez mais é preciso saber de quem se gosta..."